

VIVA A RAPADURA E A NOSSA RIQUISSIMA CONFEITARIA BRASILEIRA





Gostaria de agradecer a todos os que votaram e participaram da eleição da Revista Epoca São Paulo 2009/ 2010 pelo prêmio acima.
Em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas a todos que me acompanham pelo blog, ou pelo menos tentam. Não sou jornalista e nem tampouco consigo escrever com a freqüência que deveria para manter um blog; que dirá o Facebook e o Twitter, o qual ainda não me atrevi.
Meu trabalho é a confeitaria pura e simplesmente. Gosto muito de compartilhar minhas experiências mas não tenho conseguido tempo para fazê-lo. Aprendi desde cedo que se é para fazer porcaria é melhor não fazer.
Enfim; apenas peço desculpas e paciência a todos, pois não vou deixá-los na mão.
Este post é para informar a todos do acontecimento de nosso II festival de macarons em parceria com a APAE de São Paulo.
O Festival vai contar com 20 novos e incríveis sabores de macarons, dentre eles o chamado “Zequinha”, que vai ser recheado de bicho de pé. Toda a renda da venda deste macaron vai ser revertida para essa tão nobre importante entidade do nosso pais.
Além do Zequinha teremos: foie gras com caju e flor de sal, maça com canela, passas ao rum, coco com abacaxi, Jasmim com gergelim, Bourbon com caramelo, after eight e por aí vai.
Contamos ainda com várias empresas do setor que querem, também ajudar e participar desta ação.
Espero todos por lá entre 18 e 27 de Setembro para nos divertirmos e fazermos uma boa ação.
Muito obrigado a todos, um forte abraço e até a próxima.

Cachaça não é doce, mas vem da cana de açúcar. Não é de comer mas pode ser sempre utilizada na confeitaria. Não é sobremesa mas pode nos acompanhar no final das refeições. Versátil e deliciosa, faz parte de nossa cultura desde ................. pelo menos desde que nasci eu sei que existe.
No final; cachaça é cachaça e pronto! Será? Acho que é isso que a maioria fala e pensa sobre essa maravilha nascida e criada em nosso maravilhoso Brasil.
Quando eu era pequeno (ou menor do que eu sou hoje), cachaça era pinga. Coisa que pedreiro (sem ofensa) tomava de manhã no boteco junto com sua caracu com ovo para ter força para subir parede de “broco” na obra.
No inicio da minha carreira profissional (faz tempo), fiz uma trufa com cachaça e ninguém comeu dizendo que era coisa de “pobre”.......... ô ignorância.
Depois de muitos anos a pinga virou cachaça e começou a ser exportada e cobiçada em todo o mundo. Com essa mudança incrível a cultura foi salva.
Falo bastante aqui em amor ao Brasil e nada me deixa mais chateado do que ver que nós só damos valor ao que é nosso depois de perceber que os gringos acham bacana e receber a “chancela” estrangeira de “coisa bacana”.
Recebi um e-mail da minha querida Tia que mora em Campos do Jordão com uma história que é contada no Museu do homem do Nordeste em Recife/ PE e achei uma boa idéia compartilhar com todos.
De qualquer forma, esse post é para mostrar o quanto alguns brasileiros amam a cultura de nossos ancestrais e fazem disso suas vidas.
Se é verdade, folclore, ou também uma outra versão verdadeira dessa história tão grandiosa e bonita eu não sei. Mas que é bacana é.
Divirtam-se e até a próxima.
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam
o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo e não podiam
parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um
dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os
escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer
agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das
vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo
fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o
novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o 'azedo' do melado
antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do
engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já
formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas
suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito,
por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'. Caindo em seus rostos e
escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal
goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que
queriam ficar alegres repetiam o processo.